Edvaldo: “Alianças políticas não podem prevalecer sobre a gestão”

O candidato a prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB), afirmou, nesta sexta-feira (14), que as alianças políticas, feitas durante o período eleitoral, não podem se sobrepor à gestão. Em entrevista à rádio Jovem Pan FM, ele ressaltou que “não discutiu rateamento de cargos” entre aliados e voltou a dizer que, se eleito, escolherá um gestor técnico, sem relações político-partidárias, para a Saúde.

“Tem que ter aliados, mas o que vai prevalecer é a gestão. Graças a Deus, não estou fazendo acordo espúrio para conquistar aliados. Não tem nenhum aliado meu que tenha discutido cargo ou secretaria ou espaço na prefeitura, porque já somos do mesmo bloco. Não foi uma coisa de aliança e apoio em troca de rateamento de cargos. Aracaju não pode cair nessa. Os interesses do bloco político do qual o meu adversário participa vão tragá-lo, pois eles só pensam na eleição de 2018”, alertou Edvaldo.

Ao ressaltar as contradições de Valadares Filho, Edvaldo Nogueira ponderou que se manteve no mesmo bloco político, desde que iniciou sua carreira política. “Eu estou onde sempre estive, este grupo político, em seu formato atual, está junto desde 2002. O nosso adversário é que mudou de lado. Ele foi foi buscar o apoio do governador Jackson Barreto, como não conseguiu, ele mudou de lado e se juntou com os políticos mais retrógrados. A diferença entre nós é esta. Aracaju não pode cair nisso”, afirmou.

Neste sentido, o candidato salientou que “eleger Valadares Filho é dar continuidade à gestão trágica do prefeito João Alves Filho”. “Valadares Filho não tem condições de administrar, é um político sem experiência, sem ação, sem conceitos e não tem voz própria. Sempre foi um político dirigido por outros. Ele está ao lado de Eduardo e Edivan Amorim, João Alves e André Moura, este último o único sergipano réu na Lava Jato”, pontuou.

Edvaldo ainda rechaçou o discurso de marketing do seu adversário que tenta passar a ideia de que ele é o “novo”. “Valadares Filho nunca teve uma ação significativa no mandato. Ser novo é ter compromissos claros, ter conceitos, ter ideias. Mas que compromissos ele tem, se está numa aliança com João, Amorim e André Moura? Valadares Filho não é novo, representa as velhas ideias, retrógradas e conservadoras. Nós, aracajuanos, estamos pagando caro pela gestão desastrosa de João. Como o meu adversário vai fazer algo novo tendo ao seu lado os aliados de João, como Jailton Santana, José Carlos Machado e Vinicius Porto?”, desafiou.

Secretário da Saúde

29688430414_2c6ac6c4f3_h Questionado pelos mediadores da entrevista – Rosalvo Nogueira, Paulo Souza e William Jatobá – sobre o perfil de seu eventual secretário da Saúde, Edvaldo reafirmou que “o escolhido não terá nenhuma vinculação partidária”.

“Vou colocar uma pessoa que não tenha nenhuma vinculação partidária, nem mesmo com o meu partido. Vai ser um técnico, que seja um líder e que tenha capacidade de diálogo. Ele precisará dialogar com todos os setores. Não pode ser um secretário autoritário, tem que saber ouvir todos os profissionais, os fornecedores, os parceiros como os hospitais, as clínicas, os laboratórios, sentar com todos que formam o sistema de saúde para dialogar”, explicou.

O candidato também relatou que medidas irá tomar para melhorar a Saúde. “Vamos colocar em prática um projeto para que a atenção básica volte a funcionar, vamos melhorar consideravelmente os exames complementares, melhorar o fluxo de pacientes para os especialistas, contratar mais profissionais por concurso e contrato, melhorar a alta complexidade, para pacientes em tratamento de câncer, com necessidades de cirurgias cardíacas, dando uma atenção especial para aqueles que convivem com doenças crônicas”, afirmou.

Compromissos

Como tem declarado em todas as entrevistas e debates, Edvaldo voltou a se comprometer com a regularização do pagamento dos salários dos servidores “já no primeiro mês da nova gestão” e com a revogação do “aumento extorsivo” do IPTU. Além disso, o candidato ressaltou que, além da Saúde, irá priorizar a Segurança, a coleta do lixo, a iluminação da cidade e o recapeamento asfáltico.

“Iremos rever contratos exorbitantes, identificar onde os recursos municipais estão sendo aplicados incorretamente. Os problemas da prefeitura estão relacionados à falta de gestão. Iremos mudar este quadro. Nunca atrasei salários dos servidores. Não será diferente desta vez. Não tenho dúvida de que conseguiremos pagar em dia os servidores já no primeiro mês, vai ser o meu primeiro esforço”, disse.

Fotos: Marco Vieira

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